6 de fev de 2014

Sobre aquela canção dos Beatles








          O amanhã sempre existe renova a alma. Amanhã é outro dia, com mais cor, mais paz, mais vida. Por isso, não soframos, nos descabelemos, não nos matemos.

Foi a promessa do amanhã e as esperanças de menina que me fizeram ir em frente. Foi como aprender a andar novamente: um pé na frente do outro, um dia após o outro.

Eu realmente quis que cada dia da minha vida fosse diferente dos demais, mas quem nunca ficou preso na rotina? Eu queria ser diferente de todas as outras garotas, mas a verdade é que sou igual a qualquer uma delas. E no final da noite, sou apenas eu, com uma mente cheia de pensamentos e o bloco de notas do meu celular, escrevendo na tentativa de organizar minha cabeça e explicar o que se passa nela. Às vezes consigo, às vezes não. Isso porque sentimentos não podem ser escritos e, diferente do que digo por aí, meu vicio não é a escrita, é o amor. E não tem remédio, terapia, tratamento que cure.

Depois de tudo o que passei, algo que poucos sabem, acreditar no amor e nas pessoas é revigorante. Talvez porque lá no fundo eu saiba o quão vulneráveis elas podem ser. O meu foco é: precisamos de amor. Ok, isso lembrou àquela canção dos Beatles, mas é a mais pura verdade. O mundo está em guerra, seja no Oriente Médio, seja nas ruas da minha cidade. Não falta só comida, emprego, liberdade e esperanças. Falta amor. E "all we need is love".

É de amor que precisamos quando vamos mal na escola, na faculdade ou temos dificuldades no trabalho. Amor também tem a forma de palavras e apoio. É de amor que precisamos quando vemos noticias em telejornais sobre países em guerra. Amor vem em forma de empatia, generosidade, bondade. É de amor que precisamos quando  milhares de pessoas morrem todos os dias de fome, doenças bobas como a gripe ou pela violência gratuita tão comum em grandes cidades. Amor é esperança de dias melhores, é força para continuar vivendo. 

Dizemos tantos "eu te amo", mas nem sempre para as pessoas certas. Amor não é só entre casais, não é só familiar. Não sou uma pessoa religiosa, mas acredito que devemos amar ao próximo, seja ele negro, branco, pardo, asiático, pobre, rico, muçulmano, judeu, católico, hindu, ateu, gay, hetero.  Não importa se é seu pai, seu amigo ou o porteiro da sua escola. Falta amor, falta respeito, falta esperança. E isso está levando o mundo à colapso.

É, "all we need is love".

2 comentários:

  1. Adorei seu texto, parabéns.
    Estou adorando seu blog.
    Beijinhos, Camila! *-*

    http://www.truquesdestyling.com.br/

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